Archive for the ‘Arte’ Category

27
Aug

Festival de Strasbourg: Rinha compete em cinco categorias

   Posted by: Aleksandra Zakartchouk   in Arte, Direção, Elenco, Festivais, Figurino

A organização do Strasbourg International Film Festival, festival de cinema que acontece na França e na Alemanha de 28 de agosto a 6 de setembro, acaba de anunciar as categorias em que os filmes selecionados estão competindo.

Rinha concorre às seguintes premiações:

  • Melhor diretor: Marcelo Galvão
  • Melhor atriz coadjuvante: Anna Ludmilla
  • Melhor direção de arte: Fernanda Grandesso & Letícia Nobell
  • Melhor figurino: David Loreti
  • Melhor tendência cultural (categoria denominada originalmente “Best Culturally-Inclined”)

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Marcelo Galvão concorre ao prêmio de melhor diretor

13
May

Mala Pronta: Gatacine nos preparativos finais para Cannes

   Posted by: Aleksandra Zakartchouk   in Arte, Direção, Festivais, Fotografia, Lutas

A equipe da Gatacine viaja nesta quarta-feira (14) para participar da feira de cinema que acontece durante o Festival de Cannes. A mala com materiais de “La Riña” e outros roteiros já está quase fechada. A correria final do diretor Marcelo Galvão é unir a finalização de áudio e imagem.

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Cena hilária: a briga de Curly (Léo Miggiorin) e Buiú (Elder Torres) destoa das rinhas.
Aqui vale tudo - puxada de cabelo, mordida e dedo no olho.


Per-tu-ba-dor

Neste momento, eu, Galvão, Marcelo Bala e Felipe Claudio estamos na Mega, finalizadora de áudio e imagem. Foi a primeira vez que “ouvi” o filme após o tratamento de som: não adianta fechar os olhos para aquilo que o filme mostra, pois o som invade os ouvidos mesmo se você tapá-los (eu fiz a experiência)… As cenas de rinha com o som seco (e real) dos murros ficaram absolutamente perturbadoras - elas invadem os sentidos.

Como se não bastasse, o super diretor de fotografia Rodrigo Tavares me mostrou hoje o tom e a textura do sangue das lutas após o trabalho de finalização da O2. A fotografia de maneira geral está impressionante e certamente vai ser um dos destaques do longa. Segundo Rodrigo, embora “La Riña” tenha sido feito em formato digital, a finalização deixou a fotografia com cara de película. Isso sem falar na suntuosa mata atlântica que emoldura a trama e que certamente vai agradar o olhar dos gringos fascinados pelo Brasil tropical.

Na Cara

Como a montagem do diretor intercala cenas de luta, drama e comédia, é curioso observar o efeito provocado pelo filme literalmente estampado na cara.  Sabe aquela cara peculiar de quem está rindo e, do nada, percebe que não tem mais que estar rindo? Aquele sorrisão que esmaece? Poisé… “La Riña” provoca muitas emoções diferentes…

22
Mar

Flickr: veja fotos dos bastidores

   Posted by: Aleksandra Zakartchouk   in Arte, Elenco, Figurino, Make-up & Hair, Produção

Que tal dar uma espiada no álbum de fotos do Rinha? Confira as cenas abaixo e muitas outras: http://www.flickr.com/photos/rinha

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O diretor de fotografia de Rinha e designer responsável pelo site do filme, Rodrigo Tavares, fala sobre o desafio de fazer um filme em 20 noites e aposta no realismo das lutas como trunfo da fotografia do filme…

Você e Galvão são sócios da Gatacine e parceiros de trabalho desde a época da faculdade. Como foi a experiência de fazer este longa ao lado dele?
Rinha é o nosso quarto longa juntos e meu terceiro filme como diretor de fotografia. Fazendo uma analogia com futebol, sei como ele gosta de receber a bola.

Qual a principal característica da direção de fotografia de Rinha? O que você buscou?
O Galvão dirige atores de uma forma excepcional e eu procuro garantir espaço físico para eles no set, buscando sempre uma solução que dê mais mobilidade e liberdade. Outro aspecto importante de Rinha é o fato do filme ser noturno: costumo me decepcionar quando vejo filmes fotografados de noite, acho-os sempre claros demais. Assim minha primeira preocupação foi ficar no limite, afinal a noite é escura, sombria e a situação pedia isso…

Quais foram seus principais desafios?
Tínhamos que terminar o filme em 20 dias, então agilidade e segurança foram primordiais. Não dava para ficar indeciso na hora de fazer a luz. Para podermos cumprir o cronograma, optamos por 3 câmeras que, embora dificultem a iluminação, acabam agilizando o processo com melhor aproveitamento dos atores, já que o Galvão gosta de deixá-los soltos para improvisar. Ao contrário, quando você grava primeiro um ator para depois gravar o outro, perde-se a atuação de um dos dois.

Há alguma cena, em especial, que você acredita estar impecável para brilhar na telona?
Sem dúvida alguma, as lutas… Fazer o filme com câmeras pequenas tornou-se nossa maior vantagem, pois as cenas de luta nunca iriam ficar desse jeito com equipamentos maiores. Conseguimos não só realismo, mas uma proximidade nunca antes feita, já que os socos foram de verdade. Como disse o Makino, um dos câmeras: “eu queria gravar um soco a menos de 30 cm de distância”.

Quais são seus referenciais de direção de fotografia? Que filmes você daria nota 11 neste quesito? Por quê?
Vittorio Storaro… Sua fotografia para o Apocalypse Now é a minha preferida. Também gosto muito do trabalho do Janusz Kaminski que fotografa os filmes do Spielberg, além de Michael Chapman que fez Touro Indomável e Taxi Driver. Não posso esquecer do Cezar Charlone do Cidade de Deus e do Walter Carvalho que fez a fotografia do Abril Despedaçado. Gosto deles pois, como busco muito realismo na minha luz, admiro muito os fotógrafos que conseguem fazer uma fotografia tão mágica a ponto de eu esquecer que ela não é real…

Além de diretor de fotografia, você é também o designer responsável pelo site oficial do filme. O que você buscou conceitualmente em termos de direção de arte?
Tentei manter o conceito da direção de arte do filme, no qual a Fernanda buscou elementos de ópera e teatro para compor os cenários. Então optei por uma tipografia bem rebuscada e usei estampas de papel de parede para compor as páginas.

Quais portas Rinha deverá abrir para a Gatacine?
Espero que a Gatacinescola se firme como instituição e que a partir de agora tenhamos apoio para podermos colocar alunos em todos os nossos filmes. E o mais importante: esperamos trazer parceiros para produzir nosso próximo filme - Colegas - ou pelo menos ter retorno financeiro suficiente para bancá-lo sem apoio nenhum como fizemos com o Rinha.

Pouca grana, pouco tempo e uma história incrível para contar. Fernanda Grandesso, diretora de arte e produtora de objetos, revela o desafio de montar o glamouroso cenário do filme e coordenar seus alunos da Gatacinescola…

Qual foi a proposta de direção de arte do filme?
Um ambiente luxuoso para uma festa com luxúria, vaidade, cobiça, drogas, loucura, um universo onde o dinheiro fala mais alto… C
onforme o roteiro evoluiu, surgiu a proposta de trazer para a festa os universos do teatro, da ópera, de alguma realeza imaginada, buscando referências clássicas e nobres. O teatro, simbolizado em máscaras e objetos oníricos, traria a loucura e tudo seria permitido como personagens malucos como o palhaço saxofonista ou o chapeleiro. A ópera acrescentaria o luxo e esplendor das cortinas de veludo, lustres de cristal, tapetes orientais, cor de vinho e dourado, pratarias, velas e castiçais, além da performance e do espetáculo, que tinha tudo a ver com a apresentação das lutas. A nobreza estaria presente em tudo, desde a caracterização dos garçons até a própria mobília da festa.

Tudo isto teve que ser produzido em uma leitura atual e moderna, mostrando que a história se passa hoje, em uma época de muita tecnologia e drogas sintéticas.

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Theodoro Cochrane na pele do chapeleiro

Os filmes nacionais normalmente exibem um cenário de muita miséria, mas Rinha vai denunciar a disparidade social através do luxo. Como você procurou trabalhar isto no cenário?
O roteiro já apresentava a disparidade entre o luxo e a miséria principalmente ao apresentar a personagem Maria. O luxo no filme pode ser interpretado até como absurdo: um bando de burgueses esnobes e arrogantes que torram seu dinheiro em apostas e drogas enquanto se divertem vendo seres humanos se matarem por alguns dólares. O luxo tinha que ser bastante evidente. Desta forma a direção de arte ajudou a mostrar o exagero desta nobreza, o que acentuou a disparidade social.

Os alunos da Gatacinescola tiveram aulas com você antes de caírem na parte prática. Como foi a experiência de cuidar da direção de arte de um longa e, ao mesmo tempo, coordenar o trabalho de 11 aprendizes?
Foi muito gratificante e certamente alguns destes alunos estarão comigo em outros projetos.
Contar um pouco da minha experiência no cinema e orientar as escolhas da arte neste projeto foi a experiência mais interessante. Fiquei feliz com as contribuições dos alunos, que confeccionaram alguns objetos e adereços que precisaríamos usar nas filmagens. O trabalho deles foi importante para o filme. E como eles trabalharam! Foi muito legal orientá-los no set, como preparar a próxima cena que seria filmada…

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Alunos da Gatacinescola:
O aprendizado que começa na sala de aula e se concretiza no set

O que você acha que o filme causará nas pessoas?
Acho que vai divertir e incomodar as pessoas.

Qual foi a experiência mais importante que Rinha trouxe para sua carreira?
No início parecia uma proposta maluca. Tínhamos pouca grana, pouco tempo e uma história incrível para contar. Um ambiente enorme e que precisava ser montado de forma luxuosa. A arte precisava bolar uma fórmula de trabalho que funcionasse estética e financeiramente!
Este exercício prático, sem dúvida, foi valioso para minha carreira. Além disso, foi importante ter ao meu lado os “meus alunos”. É muito bom ensinar meu oficio para alguém interessado, principalmente porque o que faço se aprende - na grande maioria do tempo - apenas na prática, como fizemos na Gatacinescola… Vou levar esta experiência adiante e sempre que possível vou procurar estes aprendizes interessados.

Quais são seus planos para este ano?
Continuar trabalhando na arte, em filmes de curta ou longa duração e também em publicidade.

7
Jan

Vilão Nada Convêncional: Garcia não podia ser igual a todo chefe de gangue

   Posted by: Aleksandra Zakartchouk   in Arte

O ator e contratenor Dannilu solta a voz na pele de um exótico e perigoso vilão.

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 Que tipo de emoção você trouxe à tona para atuar na pele do excêntrico Garcia?
Garcia é um vilão nada convêncional e não queria que ele fosse como todo chefão de gangue! Foi fácil, pois SOU exótico,excêntrico e quem me conhece sabe que posso ser agressivo dependendo da situação. Porém, hoje sei controlar minhas emoções e busquei lá atrás essa agressividade para apimentar um pouco o lado mau, perigoso e sem escrúpulos de Garcia.

garcia_david.jpgO figurino de Garcia é de se tirar o chapéu… Qual das roupas mais colaborou pra você entrar no personagem?
Todas, mas o primeiro figurino - todo em veludo azul assinado pelo bárbaro João Pimenta - me fez entrar na pele de Garcia, fazendo-me entender o que o diretor queria. David Loreti (foto à dir.) assinou todas as outras produções, inclusive a roupa dourada que me deixou com aquela cinturinha! Palmas também para a equipe de maquiagem, em especial o Dênis que criou comigo todos os make-ups e Fátima que fez os cabelinhos doidos de Garcia!

Como foi trabalhar com o diretor Marcelo Galvão?
Eu tinha aquela idéia que todo diretor de cinema era chato, brigão, escrotão, que grita com elenco e o Má é um doce de pessoa. Realizou meu sonho em um momento inesperado! Ele já conhecia meu trabalho e disse que criou o apresentador pra mim e, ainda por cima, me deu o Garcia de lambuja junto? Foi um presente de Deus!

Que lembrança positiva de bastidor você nunca mais vai esquecer?
A humildade aliada à solidariedade! Parece piegas, mas muitas vezes recebi ajuda,toques que foram fundamentais de gente que já faz teatro, cinema e TV há muito tempo. Essa pessoa é o Léo Miggiorin: ele realmente me ajudou muito e ganhou meu respeito!

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Coleguismo: “Léo Miggiorin me ajudou muito no set”

Você me disse que realizou seu primeiro sonho (cantar ópera).Conseguiu realizar o segundo (fazer um filme). Qual seria então o terceiro pedido a fazer ao Gênio da Lâmpada, conta pra gente?
Quero dar prosseguimento à minha carreira como cantor no exterior e continuar tudo o que foi começado em 2007 que foi muito bom: mais óperas, mais shows, mais cinema! E em 2008 venho com tudo com o meu próprio musical e um novo CD!


Hair & Make-up: palmas para Dênis e Fátima

Quer saber mais sobre Dannilu? Vai lá: www.myspace.com/elfodannilu

1
Dec

Drogas? Tô Fora: substâncias ilícitas em cena são verdadeiras?

   Posted by: Aleksandra Zakartchouk   in Arte, Produção

Assistente de direção e cinegrafista Felipe Claudio narra um lado nada glamouroso da produção…
drugs.jpgO mundo das drogas está aí, nas escolas, clubes, praças, boates, festas… Rinha: O Filme se passa em uma festa com direito a este tipo de cena. Mas o que isto significa? Que os atores irão se drogar? (…) Não, nada disto. Teremos, SIM, muitas alternativas fictícias.O teste da primeira alternativa aconteceu nesta semana: um robusto cigarro de chá verde foi enrolado. Após o primeiro teste, uma produção em série foi instalada na mesa de reunião. Sabe como é cinema….Take 1, Take 2, Take 3… À procura do realismo perfeito, alguns alunos foram em busca de estrume de cavalo. Uma única visita ao Jockey Club foi suficiente. Sem cerimônia, os cavalos de plantão colaboraram com nossa produção artística com frescas bolotas de material orgânico.Resultado: um enorme saco de estrume marcou presença no jardim da Gatacine até que o diretor Marcelo Galvão, incomodado, deu ordem aos alunos para moverem a “matéria-prima” dali. Quem foi que disse que Cinema era moleza??? (…) Como dizem nos teatros da vida: merda pra todo mundo!

Felipe Claudio

6
Nov

Fotos da Casa revelam misteriosas pirâmides

   Posted by: Aleksandra Zakartchouk   in Arte, Fotografia, Gatacinescola, Produção

Locação principal do novo filme do diretor Marcelo Galvão não é “lugar comum”.

A equipe de produção do Rinha e os alunos da Gatacinescola estiveram nos últimos dias explorando ângulos, planos, texturas e particularidades da Casa onde a maior parte da história do Rinha acontece. A Casa, por si só, tem roubado a cena provando ser a personagem da vez, pelo menos nesta noite de Halloween, October 31. Peculiar por natureza, a antiga Casa é cercada de mata atlântica nativa cravada no meio da Serra da Cantareira (SP) e possui uma misteriosa história… Uma locação que já foi residência da cantora Angela Maria no passado, é hoje uma “casa de axé” dedicada a práticas religiosas afro e que agora ainda vira cenário da nova aventura de Galvão nunca poderia ser considerada “lugar comum”…

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Estranhas pirâmides apareceram em diversas fotografias feitas pela produção

Para avaliar a fotografia do filme, conversei com o Diretor de Arte da Gatacine, Rodrigo Tavares, que tem olhar apuradíssimo às sutilezas das imagens. “O tempo passou e imprimiu texturas nas imagens da Casa, enriquecendo sua fotografia. O envelhecimento cria planos, camadas, compondo um espaço com uma série de elementos. Isto dá beleza, dá clima à cena”, sintetiza.

Pra fechar a edição de Halloween deste blog, a assistente de direção do Rinha e aluna da Gatacinescola, Márcia Godinho, colocou lenha na fogueira em pleno dia das bruxas. Segundo Galvão, Godinho descobriu geométricas pirâmides sobre as imagens que filmou no local. Embora Rodrigo Tavares argumente que se trata de um mero efeito visual fotográfico, o mistério parece pairar no ar…

Autorização do Além
O filme Rinha só será rodado no cenário acima descrito porque uma Entidade - “a própria Casa” - supostamente teria autorizado a Gatacine a fazer o longa naquele lugar. Segundo Felipe, profissional que está fazendo a cobertura para o Making Of do longa, muita coisa vai acontecer durante as filmagens e essa aura vai acabar mexendo com os ânimos da produção e dos próprios atores. “A Casa tem um clima e isso vai vir à tona”, adianta.

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Locação: uma casa peculiar por natureza…