Archive for the ‘Fotografia’ Category

16
Sep

Sprint final pra concluir cor e áudio do filme

   Posted by: Aleksandra Zakartchouk   in Finalização, Fotografia, Trilha

O diretor de fotografia do Rinha, Rodrigo Tavares, está numa maratona intensivassa na produtora O2 ao lado do colorista Luciano Foca. Tudo para conseguir concluir a fotografia do filme para a noite de gala do Rinha no Festival do Rio, que acontece dentro de dez dias.

Mas ainda há muito o que fazer: o diretor Marcelo Galvão chegou nesta segunda-feira (15) do Canadá, fez um update na Gatacine e já está a mil na Mega fazendo os últimos ajustes no áudio do filme. Como se não bastasse, ele ainda está escrevendo o roteiro do “Menino de Asas”, longa-metragem que a Gatacine co-produzirá com a Schürmann Film Company.

Rodrigo Tavares, diretor de fotografia
O diretor de fotografia, Rodrigo Tavares, em ação

13
May

Mala Pronta: Gatacine nos preparativos finais para Cannes

   Posted by: Aleksandra Zakartchouk   in Arte, Direção, Festivais, Fotografia, Lutas

A equipe da Gatacine viaja nesta quarta-feira (14) para participar da feira de cinema que acontece durante o Festival de Cannes. A mala com materiais de “La Riña” e outros roteiros já está quase fechada. A correria final do diretor Marcelo Galvão é unir a finalização de áudio e imagem.

curly_buiu_lutando_.jpg
Cena hilária: a briga de Curly (Léo Miggiorin) e Buiú (Elder Torres) destoa das rinhas.
Aqui vale tudo - puxada de cabelo, mordida e dedo no olho.


Per-tu-ba-dor

Neste momento, eu, Galvão, Marcelo Bala e Felipe Claudio estamos na Mega, finalizadora de áudio e imagem. Foi a primeira vez que “ouvi” o filme após o tratamento de som: não adianta fechar os olhos para aquilo que o filme mostra, pois o som invade os ouvidos mesmo se você tapá-los (eu fiz a experiência)… As cenas de rinha com o som seco (e real) dos murros ficaram absolutamente perturbadoras - elas invadem os sentidos.

Como se não bastasse, o super diretor de fotografia Rodrigo Tavares me mostrou hoje o tom e a textura do sangue das lutas após o trabalho de finalização da O2. A fotografia de maneira geral está impressionante e certamente vai ser um dos destaques do longa. Segundo Rodrigo, embora “La Riña” tenha sido feito em formato digital, a finalização deixou a fotografia com cara de película. Isso sem falar na suntuosa mata atlântica que emoldura a trama e que certamente vai agradar o olhar dos gringos fascinados pelo Brasil tropical.

Na Cara

Como a montagem do diretor intercala cenas de luta, drama e comédia, é curioso observar o efeito provocado pelo filme literalmente estampado na cara.  Sabe aquela cara peculiar de quem está rindo e, do nada, percebe que não tem mais que estar rindo? Aquele sorrisão que esmaece? Poisé… “La Riña” provoca muitas emoções diferentes…

25
Apr

Makino: câmera em punho a 30 cm da pancadaria real

   Posted by: Aleksandra Zakartchouk   in Fotografia, Lutas

Dono de um olhar fotográfico inusitado, Eduardo Makino (abaixo filmando Sônia Casca Grossa) foi um dos três câmeras nas filmagens de Rinha. Confira a seguir o breve bate-papo que tive com ele que já adianta: não consegue tirar da cabeça as cenas das lutas reais que registrou a apenas 30 centímetros da pancadaria…

makino.jpg

Você trabalhou com Marcelo Galvão em “Bellini e o Demônio”. Como foi trabalhar novamente com o diretor e amigo em “Rinha”?
Trabalhar com o Galvão é sempre espetacular! Parece uma partida de futebol em que se dribla os adversários, xinga-se o árbitro e ainda se faz a tabela até o gol! E como todo bom time, todos querem fazer gol! Sou muito grato ao Marcelo e ao Rodrigo por confiarem em meu trabalho.

Para você, quais foram os principais desafios de “Rinha”?
Transformar vídeo em cinema, procurando quadros com profundidade ou layers.

cenas_fortes_e_reais_4.jpgComo foi filmar lutas reais a 30 cm de distância da pancadaria?
Tive muito medo e preocupação com o equipamento, pois não tinha nada ensaiado - era pancadaria pura! Gravar de longe ficaria igual a qualquer programa de luta. Um close de rosto tomando soco de verdade não tem preço.

De todas as cenas que filmou, qual foi a que você mais gostou? Por quê?
É muito difícil escolher uma, mas as apresentações das lutas não me saem da cabeça.

Qual é a sensação de ver o resultado do seu trabalho após assistir ao primeiro corte do filme? O que o longa soma em sua carreira?
A sensação é de missão cumprida. O longa soma muito: experiência, amigos, saudade…

O que acha que o filme causará no público?
Muita surpresa!

ro_ma.jpgO diretor Marcelo Galvão (à dir. na foto), que concluiu na semana passada o primeiro corte de “Rinha”, e o diretor de fotografia Rodrigo Tavares (à esq.) estiveram nesta segunda-feira na empresa de finalização “Cinema” para fazer o primeiro teste de projeção do longa-metragem numa tela grande.

“O teste me surpreendeu, em primeiro lugar, pela resposta da ampliação na tela sem nenhuma perda de qualidade e, em segundo lugar, pela proposta do look que o colorista Marcinho apresentou - bem moderna, tudo a ver com o filme”, afirmou Galvão. A opinião foi endossada por Rodrigo que aprovou o método de trabalho do colorista e os equipamentos da empresa, com destaque para a máquina que corrige cor na própria tela de cinema.

Agora a próxima tarefa do diretor é selecionar os melhores takes para afinar o primeiro corte (atualmente com cerca de 3 horas) para que “Rinha” tenha 120 minutos e seja apresentado para distribuidoras do mundo todo no mercado de filmes que acontece durante o Festival de Cinema de Cannes mês que vem.

 

img_1409.jpg

O diretor de fotografia de Rinha e designer responsável pelo site do filme, Rodrigo Tavares, fala sobre o desafio de fazer um filme em 20 noites e aposta no realismo das lutas como trunfo da fotografia do filme…

Você e Galvão são sócios da Gatacine e parceiros de trabalho desde a época da faculdade. Como foi a experiência de fazer este longa ao lado dele?
Rinha é o nosso quarto longa juntos e meu terceiro filme como diretor de fotografia. Fazendo uma analogia com futebol, sei como ele gosta de receber a bola.

Qual a principal característica da direção de fotografia de Rinha? O que você buscou?
O Galvão dirige atores de uma forma excepcional e eu procuro garantir espaço físico para eles no set, buscando sempre uma solução que dê mais mobilidade e liberdade. Outro aspecto importante de Rinha é o fato do filme ser noturno: costumo me decepcionar quando vejo filmes fotografados de noite, acho-os sempre claros demais. Assim minha primeira preocupação foi ficar no limite, afinal a noite é escura, sombria e a situação pedia isso…

Quais foram seus principais desafios?
Tínhamos que terminar o filme em 20 dias, então agilidade e segurança foram primordiais. Não dava para ficar indeciso na hora de fazer a luz. Para podermos cumprir o cronograma, optamos por 3 câmeras que, embora dificultem a iluminação, acabam agilizando o processo com melhor aproveitamento dos atores, já que o Galvão gosta de deixá-los soltos para improvisar. Ao contrário, quando você grava primeiro um ator para depois gravar o outro, perde-se a atuação de um dos dois.

Há alguma cena, em especial, que você acredita estar impecável para brilhar na telona?
Sem dúvida alguma, as lutas… Fazer o filme com câmeras pequenas tornou-se nossa maior vantagem, pois as cenas de luta nunca iriam ficar desse jeito com equipamentos maiores. Conseguimos não só realismo, mas uma proximidade nunca antes feita, já que os socos foram de verdade. Como disse o Makino, um dos câmeras: “eu queria gravar um soco a menos de 30 cm de distância”.

Quais são seus referenciais de direção de fotografia? Que filmes você daria nota 11 neste quesito? Por quê?
Vittorio Storaro… Sua fotografia para o Apocalypse Now é a minha preferida. Também gosto muito do trabalho do Janusz Kaminski que fotografa os filmes do Spielberg, além de Michael Chapman que fez Touro Indomável e Taxi Driver. Não posso esquecer do Cezar Charlone do Cidade de Deus e do Walter Carvalho que fez a fotografia do Abril Despedaçado. Gosto deles pois, como busco muito realismo na minha luz, admiro muito os fotógrafos que conseguem fazer uma fotografia tão mágica a ponto de eu esquecer que ela não é real…

Além de diretor de fotografia, você é também o designer responsável pelo site oficial do filme. O que você buscou conceitualmente em termos de direção de arte?
Tentei manter o conceito da direção de arte do filme, no qual a Fernanda buscou elementos de ópera e teatro para compor os cenários. Então optei por uma tipografia bem rebuscada e usei estampas de papel de parede para compor as páginas.

Quais portas Rinha deverá abrir para a Gatacine?
Espero que a Gatacinescola se firme como instituição e que a partir de agora tenhamos apoio para podermos colocar alunos em todos os nossos filmes. E o mais importante: esperamos trazer parceiros para produzir nosso próximo filme - Colegas - ou pelo menos ter retorno financeiro suficiente para bancá-lo sem apoio nenhum como fizemos com o Rinha.

27
Feb

Novo trailer do filme cai no You Tube

   Posted by: admin   in Direção, Elenco, Fotografia

Chegou a hora de conferir o trailer do filme com 4m26 e cenas de áudio…

6
Nov

Fotos da Casa revelam misteriosas pirâmides

   Posted by: Aleksandra Zakartchouk   in Arte, Fotografia, Gatacinescola, Produção

Locação principal do novo filme do diretor Marcelo Galvão não é “lugar comum”.

A equipe de produção do Rinha e os alunos da Gatacinescola estiveram nos últimos dias explorando ângulos, planos, texturas e particularidades da Casa onde a maior parte da história do Rinha acontece. A Casa, por si só, tem roubado a cena provando ser a personagem da vez, pelo menos nesta noite de Halloween, October 31. Peculiar por natureza, a antiga Casa é cercada de mata atlântica nativa cravada no meio da Serra da Cantareira (SP) e possui uma misteriosa história… Uma locação que já foi residência da cantora Angela Maria no passado, é hoje uma “casa de axé” dedicada a práticas religiosas afro e que agora ainda vira cenário da nova aventura de Galvão nunca poderia ser considerada “lugar comum”…

piramides_da_godinho_1.jpg
Estranhas pirâmides apareceram em diversas fotografias feitas pela produção

Para avaliar a fotografia do filme, conversei com o Diretor de Arte da Gatacine, Rodrigo Tavares, que tem olhar apuradíssimo às sutilezas das imagens. “O tempo passou e imprimiu texturas nas imagens da Casa, enriquecendo sua fotografia. O envelhecimento cria planos, camadas, compondo um espaço com uma série de elementos. Isto dá beleza, dá clima à cena”, sintetiza.

Pra fechar a edição de Halloween deste blog, a assistente de direção do Rinha e aluna da Gatacinescola, Márcia Godinho, colocou lenha na fogueira em pleno dia das bruxas. Segundo Galvão, Godinho descobriu geométricas pirâmides sobre as imagens que filmou no local. Embora Rodrigo Tavares argumente que se trata de um mero efeito visual fotográfico, o mistério parece pairar no ar…

Autorização do Além
O filme Rinha só será rodado no cenário acima descrito porque uma Entidade - “a própria Casa” - supostamente teria autorizado a Gatacine a fazer o longa naquele lugar. Segundo Felipe, profissional que está fazendo a cobertura para o Making Of do longa, muita coisa vai acontecer durante as filmagens e essa aura vai acabar mexendo com os ânimos da produção e dos próprios atores. “A Casa tem um clima e isso vai vir à tona”, adianta.

piramides_da_godinho_2.jpg
Locação: uma casa peculiar por natureza…