Archive for the ‘Lutas’ Category

19
May

First Class Fight: evento de MMA quer reunir 3.200 pessoas na Pachá

   Posted by: Aleksandra Zakartchouk   in Festas, Lutas

No dia 27/05, acontece a segunda edição da First Class Fight (FCF), evento de MMA (Mixed-Martial Arts) que promoverá cinco lutas durante uma balada na Pachá. O sucesso da primeira festa – que reuniu 1.200 pessoas em março – foi tão grande que desta vez a proposta é levar 3.200 pessoas para o famoso club da noite paulistana. Para isto, a Godoi Jiu-Jitsu montará telões na parte externa da casa noturna.

Mais uma vez, a Gatacine cobrirá o evento, registrando as lutas da FCF, os bastidores e imagens exclusivas da platéia. A idéia do diretor Marcelo Galvão é transformar todo o conteúdo capturado em um programa para a TV. O programa-piloto da primeira FCF, aliás, já está em processo de finalização.

25
Mar

Camarote da Gatacine: mais fotos das lutas do FCF

   Posted by: Aleksandra Zakartchouk   in Festas, Lutas

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Roberto Godoi dá entrevista ao Fantástico:

Próxima edição do FCF acontece em maio na Pachá.

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No dia 18/03, o Mestre Roberto Godoi (Godoi Jiu-Jitsu) promoveu cinco lutas no First Class Fight (FCF), evento de MMA que reuniu 1.200 pessoas na Pachá São Paulo. De acordo com Godoi (o mesmo que organizou as cinco lutas exibidas no filme Rinha), a idéia é promover outras três edições da festa - todas na Pachá. Se você perdeu essa, acompanhe aqui no blog: a próxima “balada fight” acontece em maio. Vai bombar.

FCF na TV: Gatacine prepara programa-piloto

Além de cuidar da assessoria de imprensa da festa, produção das vinhetas e outros materiais de comunicação, a Gatacine fez a cobertura do evento. A idéia do cineasta faixa-preta de jiu-jitsu Marcelo Galvão é criar um programa de MMA com formato inovador que contribua para valorizar o esporte.

Enquanto isto…

… veja fotos que tiramos do camarote da Gatacine com cenas das cinco lutas que rolaram. Vale destacar que dois lutadores que subiram ao ringue do FCF no dia 18 - Alysson Pinheiro (Soneca) e Alexandre Imperador - brilharam no set de filmagem do Rinha, filme que mostra cinco confrontos reais dentro de uma piscina vazia em uma festa de playboys. Leia a sinopse do filme.

FIRST CLASS FIGHT

 

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DJs a postos na Pachá: vai começar a primeira luta do FCF

 

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Primeira luta da noite: Alexandre Bezerra X Sérgio Soares

 

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Galera atenta, pra não dizer paralisada…

 

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Final da Primeira Luta: vitória de Alexandre Bezerra 

 

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Segunda luta: Jurandir Vieira X Linicker Santos

 

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Jurandir comemora a vitória.

 

 

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Terceira Luta: Cassiano Tytschyo X Alan Fróes

 

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Action

 

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Vitória de Cassiano Tytschyo

 

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Quarta Luta da noite: Alysson Pinheiro (Soneca) X Anderson Naja

 

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Soneca comemora a vitória.

 

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Soneca: cabeça erguida

 

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Última Luta da Noite: Alexandre Imperador tenta derrubar Roger Coelho

 

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Momentos finais…

 

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Vitória de Roger Coelho

24
Mar

MMA na Pachá: UOL faz cobertura do First Class Fight

   Posted by: Aleksandra Zakartchouk   in Festas, Lutas

Confira a cobertura que o UOL fez sobre o First Class Fight, balada de MMA que aconteceu na Pachá no dia 18/03.

Matéria
Sangue, suor e balada esquentam noite de vale-tudo em São Paulo

TV UOL
Balada de elite em São Paulo vira palco de torneio de MMA

Galeria de Foto
Torneio de MMA invade balada

23
Mar

FCF: 1.200 pessoas lotam balada de MMA na Pachá de São Paulo

   Posted by: Aleksandra Zakartchouk   in Festas, Lutas

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Na noite da última quarta-feira, a turma do filme Rinha marcou presença no camarote da Gatacine no evento de MMA (Mixed-Martial Arts) na Pachá São Paulo promovido pelo Mestre Roberto Godoi. A balada foi disputadíssima: os 1.200 convites se esgotaram uma semana antes da festa - que reuniu atletas, praticantes e fãs do esporte - demonstrando o imenso potencial de público que o Rinha possui quando o polêmico longa-metragem for distribuído comercialmente.

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Irado: Junior, David Peres, Felipe Solari, Oswaldo Lot & friends

Além de pessoas da equipe técnica que estavam filmando o evento, o elenco marcou presença agitou o camarote da Gatacine na festa: Maytê Piragibe, Warley Santana, Marco Luque, Elder Torres, Oswaldo Lot, Monalisa Marchi, David Peres e Nathalia Sullivan.

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Galera do Rinha: Felipe Solari, Maytê Piragibe e Oswaldo Lot

 

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Quando a turma do Rinha se reúne, é tudo de bom!
O ringue montado no meio da pista da Pachá foi o palco de cinco confrontos. Confira quem lutou no evento e veja o nome dos vencedores em destaque:

Alexandre Bezerra X Sérgio Soares
Jurandir Vieira X Linicker Santos
Cassiano Tytschyo X Alan Fróes
Alysson PinheiroX Anderson Naja
Alexandre Imperador X Roger Coelho

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A equipe do Fantástico e do CQC fizeram a cobertura do evento, então se você ficou curioso com a First Class Fight, fique ligado pra saber tudo o que aconteceu nesta balada nada convencional! Daqui a dois meses haverá a segunda edição da festa. Acompanhe mais novidades aqui no blog do Rinha.

 

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10
Mar

First Class Fight: veja flyer da festa

   Posted by: Aleksandra Zakartchouk   in Festas, Lutas

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Mais informações no post anterior.

O Mestre Roberto Godoi e a Pachá São Paulo promovem no dia 18/03 uma fight session com cinco lutas de MMA (Mixed-Martial Arts) a partir das 23h. Após as lutas, os DJs da casa assumem o comando do evento. As lutas serão filmadas pelo cineasta faixa preta de jiu-jitsu da Godoi, Marcelo Galvão, diretor do Rinha (La Riña, The Pit, Brasil, 2008) - segundo filme brasileiro mais bem votado pelo júri popular na 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

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O diretor Marcelo Galvão no set do filme Rinha

Rinha mostra o universo das lutas clandestinas em uma festa de playboys regada a drogas e álcool. A nata da sociedade aposta altas quantias em lutadores pobres que se digladiam dentro de uma piscina vazia por míseros dólares.

Roberto Godói foi quem organizou os cinco confrontos reais mostrados no polêmico longa-metragem de Galvão e levou os lutadores pro set - dois deles inclusive vão participar da fight session, Soneca e Alexandre Imperador. Durante a balada, cenas do Rinha serão exibidas no telão.

Saiba mais

 

15
Oct

Com licença, eu vou à luta: por que assistir ao filme de Marcelo Galvão

   Posted by: Aleksandra Zakartchouk   in Festivais, Lutas

 

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Bastidores do set de Rinha

Por Paulo Henrique Marcondes

Rinha vem a reboque do crescimento do vale-tudo no Brasil que leva cada vez mais jovens a se lançarem nos ringues amadores em busca de dinheiro e fama. “Ainda há lutas amadoras que lembram rinhas de galo. Nelas, dois lutadores sobem num ringue tosco, sem qualquer infra-estrutura, e dão início a carnificina” diz Fellipe Awi em matéria capa na revista O Globo de outubro de 2007.

Lutas: Um Mercado em Crescimento

No último ano, as periferias das grandes cidades brasileiras testemunharam um boom de lutas amadoras, resultado da popularizacão e crescimento do esporte no mundo todo. No Brasil, existem lutadores ganhando R$ 50 mil numa noite e, nos EUA, já há brasileiros faturando quase R$ 1 milhão só para subir no ringue. O Ultimate Fight Championship (UFC), a maior liga de MMA (artes marciais misturadas, na sigla em inglês Mixed Martial Arts) do mundo, foi considerado recentemente pela revista Exame uma das 10 marcas mais valiosas do globo, movimentando milhões em produtos licenciados e apostas online.

Ano passado, o Brasil ganhou sua primeira liga de MMA, a MTL. Um de seus maiores entusiastas é o publicitário Nizan Guanaes, acionista da empresa de marketing que quer popularizar o esporte. A dona da liga é a empresária Mônica Marchett, referência do agrobusiness no Brasil. Outros dois torneios de destaque são o Gladiator Combat no Rio de Janeiro e o Rio Heroes em Osasco, São Paulo. Este último contava com uma rede de transmissão internacional e apostas pela internet. Ele foi fechado pela polícia do Estado no início deste ano como evento clandestino.

Diretor Faixa Preta

Marcelo Galvão, faixa preta em jiu-jitsu e assíduo espectador de eventos de luta, conta em seu filme Rinha (baseado em fatos reais) a história de uma cúpula endinheirada que se diverte apostando dinheiro em lutadores da periferia que se digladiam dentro de uma piscina vazia. “Eu conheço essas pessoas e esse tipo de evento”, afirma o diretor que depois de uma carreira premiada como redator em diversas agências de publicidade no Brasil e no exterior decidiu largar tudo para se dedicar ao cinema.

Venceu a Mostra Internacional de São Paulo em 2005 com o polêmico Quarta B eleito por voto popular, dirigiu Fábio Assunção em Bellini e o Demônio, o que rendeu ao ator o prêmio de melhor atuação no Festival de Cinema Brasileiro em Los Angeles. Recentemente conquistou o júri especializado, levando o prêmio de melhor roteiro no Festival de Paulínia com o projeto de seus sonhos Colegas, protagonizado por um casal portador de síndrome de down.

Colegas é road movie, um filme bem mais caro comparado ao nosso filme atual, feito em uma única locação. Rinha foi planejado com base em dados de mercado e feito com recursos próprios (sem recorrer às leis de incentivo). Com o seu retorno esperamos concretizar Colegas”, afirma o sócio de Galvão e fotógrafo do filme Rodrigo Tavares.

Seguindo os moldes de filmes como “Snatch” e “Clube da Luta”, Rinha é uma espécie de ficção pulp, uma deliciosa mistura de humor e violência. Não por acaso, Rinha foi selecionado para a mostra competitiva da Première Brasil do Festival do Rio, maior vitrine atual do cinema brasileiro, tendo seguido para BH no Festival INDIE 2008. Agora chega a hora do polêmico longa estrear em São Paulo no próximo dia 19 durante a 32ª Mostra Internacional de Cinema…

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13
May

Mala Pronta: Gatacine nos preparativos finais para Cannes

   Posted by: Aleksandra Zakartchouk   in Arte, Direção, Festivais, Fotografia, Lutas

A equipe da Gatacine viaja nesta quarta-feira (14) para participar da feira de cinema que acontece durante o Festival de Cannes. A mala com materiais de “La Riña” e outros roteiros já está quase fechada. A correria final do diretor Marcelo Galvão é unir a finalização de áudio e imagem.

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Cena hilária: a briga de Curly (Léo Miggiorin) e Buiú (Elder Torres) destoa das rinhas.
Aqui vale tudo - puxada de cabelo, mordida e dedo no olho.


Per-tu-ba-dor

Neste momento, eu, Galvão, Marcelo Bala e Felipe Claudio estamos na Mega, finalizadora de áudio e imagem. Foi a primeira vez que “ouvi” o filme após o tratamento de som: não adianta fechar os olhos para aquilo que o filme mostra, pois o som invade os ouvidos mesmo se você tapá-los (eu fiz a experiência)… As cenas de rinha com o som seco (e real) dos murros ficaram absolutamente perturbadoras - elas invadem os sentidos.

Como se não bastasse, o super diretor de fotografia Rodrigo Tavares me mostrou hoje o tom e a textura do sangue das lutas após o trabalho de finalização da O2. A fotografia de maneira geral está impressionante e certamente vai ser um dos destaques do longa. Segundo Rodrigo, embora “La Riña” tenha sido feito em formato digital, a finalização deixou a fotografia com cara de película. Isso sem falar na suntuosa mata atlântica que emoldura a trama e que certamente vai agradar o olhar dos gringos fascinados pelo Brasil tropical.

Na Cara

Como a montagem do diretor intercala cenas de luta, drama e comédia, é curioso observar o efeito provocado pelo filme literalmente estampado na cara.  Sabe aquela cara peculiar de quem está rindo e, do nada, percebe que não tem mais que estar rindo? Aquele sorrisão que esmaece? Poisé… “La Riña” provoca muitas emoções diferentes…

25
Apr

Makino: câmera em punho a 30 cm da pancadaria real

   Posted by: Aleksandra Zakartchouk   in Fotografia, Lutas

Dono de um olhar fotográfico inusitado, Eduardo Makino (abaixo filmando Sônia Casca Grossa) foi um dos três câmeras nas filmagens de Rinha. Confira a seguir o breve bate-papo que tive com ele que já adianta: não consegue tirar da cabeça as cenas das lutas reais que registrou a apenas 30 centímetros da pancadaria…

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Você trabalhou com Marcelo Galvão em “Bellini e o Demônio”. Como foi trabalhar novamente com o diretor e amigo em “Rinha”?
Trabalhar com o Galvão é sempre espetacular! Parece uma partida de futebol em que se dribla os adversários, xinga-se o árbitro e ainda se faz a tabela até o gol! E como todo bom time, todos querem fazer gol! Sou muito grato ao Marcelo e ao Rodrigo por confiarem em meu trabalho.

Para você, quais foram os principais desafios de “Rinha”?
Transformar vídeo em cinema, procurando quadros com profundidade ou layers.

cenas_fortes_e_reais_4.jpgComo foi filmar lutas reais a 30 cm de distância da pancadaria?
Tive muito medo e preocupação com o equipamento, pois não tinha nada ensaiado - era pancadaria pura! Gravar de longe ficaria igual a qualquer programa de luta. Um close de rosto tomando soco de verdade não tem preço.

De todas as cenas que filmou, qual foi a que você mais gostou? Por quê?
É muito difícil escolher uma, mas as apresentações das lutas não me saem da cabeça.

Qual é a sensação de ver o resultado do seu trabalho após assistir ao primeiro corte do filme? O que o longa soma em sua carreira?
A sensação é de missão cumprida. O longa soma muito: experiência, amigos, saudade…

O que acha que o filme causará no público?
Muita surpresa!

25
Mar

O Dia Online: site publica matéria sobre o filme

   Posted by: Aleksandra Zakartchouk   in Clipping, Direção, Elenco, Lutas

logo_dia.gif“O Dia Online” publicou nesta segunda-feira (24) matéria sobre o longa-metragem “Rinha”. Confira íntegra assinada pela jornalista Olívia Mendonça na seqüência.

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‘A Rinha’ retrata universo de playboys que gastam fortunas em lutas clandestinas

Foto: DivulgaçãoRio - Sexo, drogas, violência e dinheiro, muito dinheiro, são os elementos essenciais do novo filme de Marcelo Galvão. O publicitário, que já conseguiu a proeza de realizar um longa com apenas R$ 30 mil reais, o ‘Quarta B’, mais uma vez lança mão de seu bolso e com R$ 250 mil produziu o ousado ‘La Riña’ ou ‘A Rinha’, sobre o universo das rinhas humanas, que estréia nos cinemas no segundo semestre.

Baseado em fatos reais, o filme se passa numa festa clandestina em São Paulo, onde a elite milionária da cidade se encontra numa noite de luxúria regada a drogas, sexo e apostas. “Essas festas existem mesmo. Recentemente, em Osasco, a polícia flagrou um evento desses, onde as pessoas apostavam em rinhas com pessoas”, conta o ator Leonardo Miggiorin.

No longa, ele vive um playboy rico que leva seu próprio lutador para apostar na festa. “O Curly, é um garoto de 20 anos, que se acha esperto e quer se dar bem nesse jogo de apostas de festas clandestinas que as pessoas só sabem pela Internet. Ele chega a apostar a irmã mais nova”, conta o ator.

A irmã em questão é Fernanda, vivida pela atriz Maytê Piragibe, que fez sua estréia no cinema. “A Fernanda é uma menina de 16 anos, que cai na festa por acaso, não sabe do que se trata, e toma um susto quando vê aquela loucura toda”, explica Maytê, que diz ter chorado muito durante as filmagens: “Era uma tensão: as lutas eram de verdade. Os lutadores eram profissionais, estão acostumados a se machucar, mas eu ficava estarrecida com aquilo”.

No filme de baixíssimo orçamento, os lutadores foram os únicos que receberam para trabalhar. “Chamei pessoas que conheço. Sou faixa-preta em jiu-jítsu”, diz o diretor, Marcelo Galvão.

Apesar de os atores e a equipe serem brasileiros, o filme é falado em inglês, com alguns diálogos em português e espanhol. “Estou visando o mercado internacional e já tem bastante gente interessada no filme. Vou para o Festival de Cannes (maio) mostrar para distribuidores. Muita gente achou estranho colocar o pessoal para falar em inglês, mas os americanos fazem isso direto. Se ‘Cidade de Deus’ fosse em inglês atrairia mais público”, especula.

O diretor defende a idéia de que o cinema nacional pode ser comercial. “Já que ia fazer um filme com meu próprio dinheiro, quis fazer um que me desse grana. Também quis fugir do tema favela, pobreza… Resolvi falar de dinheiro, carrões, mulheres bonitas”, explica Marcelo, que se inspirou em ‘Amores Brutos’, do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu: “Além do tema, a edição também é parecida. São várias historinhas paralelas que se encontram”.

FILME FOI RODADO EM 20 DIAS SOMENTE À NOITE

Foi tentando fazer um longa sobre portadores de Síndrome de Down que Marcelo Galvão acabou filmando ‘A Rinha’. Orçado em R$ 3 milhões, ‘Colegas’ é um sonho antigo do diretor, mas de tanto receber ‘não’ na hora de captar o dinheiro do patrocínio, ele decidiu gerar sua própria receita. “Não adianta ficar como alguns diretores, esperando 25 anos para realizar o filme de sua vida. Para o cinema brasileiro virar uma indústria é preciso que se inove e que as pessoas se movam e ousem”, alfineta.

Marcelo acredita que os R$ 250 mil de ‘A Rinha’, tirados do próprio bolso, logo darão retorno. “A grana toda é minha, então se o filme fizer 100 mil espectadores, já me paguei e ainda tiro um lucro para produzir o meu próximo projeto. Criamos a indústria”, avalia. Mas o orçamento curto também tem suas limitações. “Tive que pensar num roteiro do tamanho das minhas posses. Optei por um cenário único e foram somente 20 dias de filmagens, sempre durante a noite”, conta Marcelo que teve a ajuda dos alunos do curso de Cinema de sua produtora, a Gatacine.